| Dor no idoso é tema de palestra em Maringá |
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A Organização Mundial de Saúde denomina idosos aqueles indivíduos com mais de 65 anos. Em países desenvolvidos a percentagem da população com mais de 65 anos irá aumentar dos atuais 17.5% para 36,3% em 2050 e a população com mais de 80 anos irá mais que triplicar. Os idosos têm uma maior incidência de procedimentos cirúrgicos e também de doenças que causam dor. De acordo com o médico e coordenador do evento, o anestesiologista, Orlando Colhado, a prevalência de dor persistente cresce regularmente com o aumento da idade até a sétima década de vida, excedendo os 50% em indivíduos ambulatoriais e em 80% em indivíduos hospitalizados, que são todos aqueles que sofrem de múltiplos problemas de saúde, como os idosos. Ele explica que as pessoas da terceira idade além de vulneráveis, apresentam muitas vezes limitadas opções de tratamento por conta do aumento do risco de efeitos adversos e problemas com interações medicamentosas, visto que idosos usam várias medicações ao mesmo tempo. Outro agravante para a dor no idoso são os recursos econômicos reduzidos e uma malha de suporte social baixa que podem diminuir o acesso do idoso aos profissionais da área da saúde com formação específica no tratamento da dor. Orlando Colhado explica que dificuldades de compreensão e de comunicação por parte dos idosos aumentam os empecilhos, incluindo indivíduos com demência, que reconhecidamente recebem menor quantidade de medicamentos que outros com idade e patologias similares, fazendo crescer conceitos internacionais, focados na inadequada avaliação e tratamento da dor e manejo deste grupo vulnerável que é o dos idosos.
Serviço: Fonte: Assessoria de Imprensa Santa Casa de Maringá |
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