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Médicos de Londrina em treinamento no Mater Dei
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Um dos especialistas do Brasil em tratamento da bexiga hiperativa com a Toxina Botulínica Tipo A, o botox, esteve no Hospital Mater Dei, em Londrina (PR), para treinamento de urologistas no uso da técnica. A novidade foi trazida pelo coordenador do Ambulatório de Disfunções Miccionais da Santa Casa de Porto Alegre (RS), o urologista Alexandre Fornari.
Popular pelos resultados na estética, o botox já é usado em outras áreas médicas como a neurologia. Na urologia o uso da toxina botulínica tem pouco mais de um ano no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso para o tratamento da bexiga hiperativa no início do ano passado.
O treinamento foi dividido entre exposição teórica e um caso clínico. A primeira paciente a receber a terapia em Londrina é uma mulher de 39 anos. Segundo o urologista que a acompanha, Carlos Augusto Costa Branco, ela sofreu lesão medular devido a um acidente de moto e há 8 anos sofre com a síndrome da bexiga hiperativa neurogênica (quando é decorrente de doença neurológica ou traumatismo raquimedular).
De acordo com Costa Branco, a paciente foi selecionada para o caso clínico porque a resposta do organismo dela aos medicamentos não tem sido satisfatória. Ele afirma que o uso da toxina botulínica só é indicado depois de se esgotarem outras possibilidades de tratamento como a medicamentosa. "A toxina é indicada, por exemplo, para os casos em que os pacientes não aderem mais ao tratamento, pelos efeitos colaterais dos remédios, ou quando o organismo se torna refratário, deixa de responder ao tratamento", explica.
Qualidade de vida
O médico Alexandre Fornari explica que a aplicação do botox é feita diretamente na musculatura da bexiga em 30 pontos diferentes. O procedimento, segundo ele, deve ser feito, preferencialmente, em centro cirúrgico, com anestesia local, sedação e alta algumas horas depois. A paciente que recebeu o botox no Mater Dei durante o treinamento recebeu alta no final da tarde do dia da aplicação.
Os efeitos começam a ser sentidos, segundo Fornari, dois ou três dias após a aplicação, podendo chegar a um prazo médio de 10 dias para a bexiga recuperar as funções normais. "Os resultados duram, em média, nove meses. Mas tenho paciente com um ano de aplicação", afirma Fornari. Como no tratamento estético, o botox precisa ser reaplicado sempre que os efeitos terminarem.
De acordo com Fornari, 15% a 18% da população tem bexiga hiperativa por causas como traumas, envelhecimento, diabetes e outras doenças crônicas. Além de casos de origem neurológica como traumatismo medular (caso da paciente), Alzheimer, Mal de Parkinson e esclerose múltipla.
Uma das vantagens da técnica é a ação localizada, sem os efeitos colaterais dos medicamentos. Porém o custo ainda é considerado alto. Cada frasco da toxina botulínica custa em média mil reais, podendo ser necessário mais de um frasco por aplicação. Além dos honorários médicos e custos hospitalares. Na opinião de Fornari, os custos compensam se forem levados em conta os gastos com fraldas descartáveis e tratamentos das constantes infecções urinárias. "Isso sem falar na qualidade de vida", ressalta. A maioria dos convênios de saúde ainda não cobre esse tratamento.
Fonte: Assessoria de Comunicação ISCAL
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