Na manhã desta terça-feira (25) médicos e profissionais da saúde distribuíram panfletos contendo informações sobre o SUS e as condições de trabalho dos médicos às pessoas que passaram pela Boca Maldita, no centro de Curitiba. A mobilização, que aconteceu em todo o país, chama atenção para a baixa remuneração e as más condições de trabalho e de assistência oferecidas na rede pública de saúde.

No Paraná não houve paralisação do atendimento médico. “Optamos por um protesto público com intenção educativa. Pretendemos apresentar às pessoas os principais problemas do SUS em nosso Estado e demonstrar nosso compromisso com a construção de um sistema público de qualidade e acessível a todos”, explica o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Carlos Roberto Goytacaz Rocha.

Utilizando a campanha publicitária “Eu luto pela saúde” lançada pelos conselhos de medicina, o manifesto em defesa do SUS envolverá também as demais entidades representativas da classe médica – Associação Médica do Paraná (AMP) e Sindicato dos Médicos do Estado do Paraná (Simepar). “Queremos chamar a atenção da sociedade e reafirmar nossa posição de luta por melhores condições na assistência à saúde da população”, afirma o presidente do CRM. “Não temos condições adequadas de trabalho e remuneração condizente com a nossa responsabilidade. Faltam investimentos e recursos para melhorar e dar agilidade ao atendimento à população”, ressalta.

Paralisação

Em 18 estados foi confirmada a suspensão dos atendimentos eletivos (consultas, exames e outros procedimentos) durante todo o dia 25 de outubro, sendo que no Piauí deve se prolongar por 71 horas. Em outros dois estados, este tipo de paralisação será pontual: em Santa Catarina, deve acontecer durante a tarde e durar cerca de uma hora; em São Paulo, deverá acontecer apenas em algumas unidades de saúde, mas ao longo de todo o período. Em outros seis estados, foram programadas manifestações públicas em protesto contra a precariedade da rede pública.

Apoio

A Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (FEHOSPAR), o Sindicato dos Hospitais (SINDIPAR) e a Associação do Hospitais do Paraná (AHOPAR) manifestam sua solidariedade e engajamento ao movimento nacional em defesa de uma nova realidade para o Sistema Único de Saúde (SUS), com melhores condições e remuneração condigna para os profissionais e os estabelecimentos prestadores de serviços e, como reflexo, uma assistência de qualidade crescente à população.

A definição da fonte de financiamento do SUS, com a regulamentação da Emenda Constitucional 29, a imediata revisão e recomposição dos tentos financeiros e dos valores dos serviços prestados, a adoção da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) também no sistema e a implementação de plano de carreira de Estado são reivindicações das instituições representativas do setor hospitalar.

Fonte: Fehospar, CRM-PR e CFM